«Livro Ruído», de Davi Araújo – Sinopse e primeiras páginas

Posted on 11/08/2011


Título: Livro Ruído

Autor: Davi Araújo

Data de Publicação: setembro de 2011

ISBN: 978-989-8443-10-6

220 páginas, brochado, formato A5, impresso em papel IOR 80g

Poesia Brasileira

PVP: 14,84 €

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O poeta Davi Araújo nasceu em São Paulo, no Brasil, em 1979. Estudou História e Jornalismo. Atuou como agente de leitura, operador de atendimento e apresentador de televisão. É redator, tradutor e revisor de textos. Manteve um blogue por cinco anos, cujos poemas editou na sua Ontologia Fonética. Participou em algumas coletâneas e revistas eletrónicas de poesia, escreveu o romance Não Fique São e os poemas em prosa de Ficções Paralelas & Visões Para Lê-las, ainda inéditos, e produz atualmente outra obra em verso. A sua estreia é este Livro Ruído.

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Livro Ruído – Primeiras Páginas

(clique para abrir)

Entrevista de Davi Araújo no programa Perfil Literário da Rádio Unesp, a propósito de Livro Ruído: clique aqui para ouvir.

«O autor revela uma voz singular e madura, e uma expressão lírica sedutora, esgrimindo ampla gama de recursos poéticos. Há uma sincronia feliz entre significado e significante, como no poema Vernaculáceo:

“Aja o som em cada pranto, haja o rito…
aja o dom em cada santo, haja o mito…
e o espanto, portanto;
haja o dito… aja o bom em cada quanto,
haja o grito… aja o tom em cada canto”.

A destreza verbal não se compraz meramente num malabarismo ornamental. Por vezes desconcertante, a imagética é sempre límpida e objetiva, ainda que impressionista. Os versos ora roçam o sálmico, ora o resolutamente profano, quase o blasfemo. A verve constante exerce um efeito de distanciamento e desarma o sentimental (mas não o sentimento), como no verso: “A boemia é dose”. Ou neste outro: “Nado na água e trepo em árvores, apenas respectivamente”.

Davi Araújo organiza judiciosamente o uso de coloquialismos, cuja incontinência poderia resvalar para o prosaico e o trivial. Mas nem sempre se esquiva à tentação das aliterações que perturbam o sentido:

“Tabuada iníqua que sempre míngua linda, ou acróstica.
Língua calejada de uma cobra
que nos linka acrobática. Broca que me marca a cabeça
como certa cor acústica.
Cigana que grita contra algum kharma, flor ou suástica”.

O melhor do poeta está na reflexão sobre o ofício poético e nas ruminações sobre o devir ontológico: “Quando o tempo chegar/Ele não irá mais embora/Vamos nos desgovernar agora/O tempo há de reinar, senhora”. »

Paulo Nogueira, O Estado de S.Paulo (disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,davi-contra-golias,814199,0.htm)

«E se a leitura por si só é já algo de surpreendente, a experiência de ler alguns dos poemas em voz alta resulta de forma no mínimo interessante. Fica, pois, a impressão de uma poesia construída num estilo muito próprio e onde cada verso é uma descoberta. Interessante e surpreendente, eis um livro que vale a pena ler.»

Carla Ribeiro, blogue As Leituras do Corvo

Recensões/ Imprensa:

O Estado de S. Paulo (Brasil), 22 dezembro de 2011:

Ler Aqui (link)

 

Revista LER de outubro de 2011:

Carla Ribeiro, no blogue As Leituras do Corvo. Para ler aqui: Recensão a Livro Ruído no blogue As Leituras do Corvo

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