Livro do dia

A Casa Ancestral de L., José Gonçalves Gomes + Búfalo, Botika

CasaDeLFechada72A Casa Ancestral de L., José Gonçalves Gomes

José Gonçalves Gomes nasceu em 1972. Doutorou-se em Matemática e é, atualmente, professor da Universidade Nova de Lisboa. A Casa Ancestral de L. é o seu primeiro romance.

Narrada na primeira pessoa, a partir da visão de Catarina de L., esta é uma obra onde os planos ficcional e histórico se conjugam de um modo original, sem jamais resvalar para os lugares-comuns frequentemente encontrados numa história de amor em cenário de guerra. Porque é disso que essencialmente se trata, de amor e de guerra. De uma mulher cercada,
que se cerca a si mesma. De um homem que a segue incondicionalmente. De beleza que não esmorece, apesar da fome, da miséria, da degradação.

Búfalo, Botika

Brilhante, original e arrebatador. Búfalo é violência e ternura, é caos e ordem, perfeição, humor e amor. Escrito num ritmo alucinante e pleno de inteligentes e poderosas metáforas e de imagens que conduzem o leitor a uma experiência literária única e marcante no panorama da Literatura contemporânea.

Botika é um jovem escritor, músico e produtor cultural brasileiro. Búfalo é o seu segundo livro.

PVP Pack promocional: 10,00 € (portes incluídos apenas para Portugal)

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Livro Ruído, Davi AraújoOs Cães, Ola Nilsson

LivroRuido72dpiLivro Ruído, Davi Araújo

O poeta Davi Araújo nasceu em São Paulo, no Brasil, em 1979. Estudou História e Jornalismo. Atuou como agente de leitura, operador de atendimento e apresentador de televisão. É redator, tradutor e revisor de textos. Manteve um blogue por cinco anos, cujos poemas editou na sua Ontologia Fonética. Participou em algumas coletâneas e revistas eletrónicas de poesia, escreveu o romance Não Fique São e os poemas em prosa de Ficções Paralelas & Visões Para Lê-las, ainda inéditos, e produz atualmente outra obra em verso. A sua estreia é este Livro Ruído.

Os Cães, Ola Nilsson

Ola Nilsson, vencedor do Prémio Literário Norrland, em 2010, nasceu na Suécia em 1972 e é, hoje em dia, um dos autores mais promissores do seu país. O seu estilo cruel e minimal capta genialmente a vida de pessoas inadaptadas e o modo como estas se tentam integrar.

Os Cães aborda a vida de alguns jovens no escuro e frio nordeste da Suécia, numa pequena localidade onde uma ponte marca o dia-a-dia da comunidade. A ponte – símbolo da decadência da região e da entrada no mundo moderno – é o local de encontro dos jovens que, não tendo mais para onde ir e lidando com problemas de álcool, aí se juntam. Apesar do alcoolismo, das perigosas relações sexuais e da falta de orientação, existe, ainda assim, uma vontade constante de sobreviver, alimentada pela ansiedade e esperança de uma outra vida. Uma história cruel, violenta e emotiva a que não se consegue ficar indiferente.

«O estilo de Nilsson é sereno, tendo, por vezes, algum humor lacónico, mas sem nunca resvalar para sentimentalismos sobre o modo de vida das personagens: alcoólicos empedernidos que ainda não saíram da adolescência. Lembra Lars Görling: a poesia na brutalidade e na pobreza, a beleza presente na vida miserável. Os Cães de Ola Nilsson é um grande romance: contido no seu estilo curto e simples, mas com um alcance enorme.»

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Livro do dia. 13 de dezembro de 2013

CapaFragmentos_BaixaFragmentos da minha vida em África, Ilda Pinto

Fragmentos da minha vida em África é o primeiro livro da autora Ilda Pinto que, numa apaixonante homenagem ao país onde afirma ter vivido os melhores anos da sua vida, nos envolve com o seu talento para contar histórias, a sua eterna juventude e o seu carácter.

Esta é uma fascinante obra autobiográfica, cujas luminosidade e fluência nos transportam para o centro dos mais marcantes acontecimentos e lugares, sem censuras. Um hino à humanidade, à natureza e à cultura.
«E para África vou e volto, repetidamente. É o cheiro da terra, é a liberdade de ação, é a comunicação que flui, é a abordagem fácil com o outro, sem preconceitos nem estereótipos de grandezas, em suma, o Continente é imenso e alargamos os braços à vontade – à medida da grandiosidade das almas!»

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Livro do dia. 11 de dezembro de 2013

Ignorancia_Baixa

Ignorância – Apologia da Ignorância Positiva, de Arménio Miranda

Arménio Pinheiro Miranda nasceu a 23 de julho de 1939, na freguesia de Roriz, em Barcelos. Iniciou a sua carreira profissional no Laboratório Lacto Invicta no Porto, em 1963 onde trabalhou durante 11 anos sob a orientação do Engº André Mayer (ENIL Poligny, França). A partir daí o seu percurso profissional esteve sempre ligado à área dos lacticínios, responsável pela criação de inúmeros produtos para a Longa Vida, empresa onde trabalhou muitos anos. Mais tarde, fundou a empresa Frulact à qual presidiu até 2006, sendo ainda hoje o seu chairman. Desde o início que se pautou por um espírito de criação de riqueza e de bem-estar social, com base naquilo que é a sua paixão, inovação. Destas experiências retemos prémios e galardões internacionais, com especial destaque os que contemplam capacidade de inovação, empreendedorismo, gestão e alta performance. Em 17 de Janeiro de 2006, o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, conferiu-lhe o Grau de Comendador da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial (Classe do Mérito Industrial).

Esta sua obra, de carácter ensaístico e autobiográfico, condensa algumas das suas principais ideias em relação ao conhecimento humano, bem como em relação a muitos outros aspectos das vidas pessoal e profissional, sempre tendo como pano de fundo a sua própria experiência. Com prefácio de Joaquim Azevedo e posfácio de António Júlio Lourenço Simões. As receitas derivadas da venda deste livro revertem a favor do Centro Zulmira Pereira Simões – Instituição de Solidariedade Social de Roriz.

«A Ignorância é a essência mais poderosa, analisada, medida, utilizada e explorada na mente do ser humano. É sempre com ela e em função dela que vivemos e lidamos, connosco próprios e com os outros. Expor as nossas fragilidades no conhecimento é saber abrir portas e, com humildade, explorar os terrenos da Sabedoria. Porque impor a Sabedoria é violentá-la com a arrogância da Ignorância Negativa. Exibir e ridicularizar as fragilidades do conhecimento dos outros é o ignóbil exercício da humilhação. A Ignorância não é ignomínia, a forma como lidamos com ela é que pode ser, ou não.»

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Livro do dia. 10 de dezembro de 2013

CadernoMentiras_BaixaCaderno de Mentiras, Manuel Alberto Vieira

Neste Caderno de Mentiras estão compilados alguns contos de uma originalidade bastante singular e nos quais, jogando sempre na fronteira da verosimilhança, se explora e se revela um estilo penetrante, contundente e mordaz, bastante próximo de um estilo típico de alguns autores de leste, e que insere a obra na genuína matriz europeia.
«O despertador toca. Impulsionado por um arrepio quente, começa a contar os segundos, de forma decrescente — parecia-lhe lógico que assim fosse. Durante todo aquele tempo que passara no quarto, especializara-se na contagem dos segundos — seria uma competência essencial ao seu plano.
Na sua mente não há espaço para mais nada, apenas ressoa um tiquetaque preciso. Algures num número, morreria, e queria morrer com uma consciência estritamente numérica.»

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Livro do dia. 9 de dezembro de 2013

UmPunhado_BaixaUm punhado de histórias mais ou menos lamechas, Joana Moraes

Joana Moraes nasceu num dia quente em S.João da Madeira, mas tanto andou de trás para a frente, dentro e fora do país, que não sabe de que terra é. É atriz, encenadora e professora. Escreve para teatro e, secretamente, também escreve poesia. Fala estrangeiro. Este é o seu primeiro livro.

Um punhado de histórias mais ou menos lamechas reúne alguns dos poemas que a autora tem vindo a escrever e que – através de uma poderosa carga imagética e de uma subtil, mas contundente, agudeza poética – revelam uma maturidade linguística e uma sensibilidade literária arrebatadoramente simples e simplesmente arrebatadoras.

Tenho um punhado

De histórias lamechas para contar.

Histórias de faca e alguidar

De puxar a lágrima

Arrancar os cabelos

Desligar a televisão

e ir para a cama a chorar…

Mas vim aqui dizer:

Está um belo dia de Sol.

Leia aqui as primeiras páginas: Um punhado de histórias mais ou menos lamechas – Primeiras Páginas

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Livro do dia. 3 de dezembro de 2013

Os Cães, Ola Nilsson

Ola Nilsson, vencedor do Prémio Literário Norrland, em 2010, nasceu na Suécia em 1972 e é, hoje em dia, um dos autores mais promissores do seu país. O seu estilo cruel e minimal capta genialmente a vida de pessoas inadaptadas e o modo como estas se tentam integrar.

Os Cães aborda a vida de alguns jovens no escuro e frio nordeste da Suécia, numa pequena localidade onde uma ponte marca o dia-a-dia da comunidade. A ponte – símbolo da decadência da região e da entrada no mundo moderno – é o local de encontro dos jovens que, não tendo mais para onde ir e lidando com problemas de álcool, aí se juntam. Apesar do alcoolismo, das perigosas relações sexuais e da falta de orientação, existe, ainda assim, uma vontade constante de sobreviver, alimentada pela ansiedade e esperança de uma outra vida. Uma história cruel, violenta e emotiva a que não se consegue ficar indiferente.

«O estilo de Nilsson é sereno, tendo, por vezes, algum humor lacónico, mas sem nunca resvalar para sentimentalismos sobre o modo de vida das personagens: alcoólicos empedernidos que ainda não saíram da adolescência. Lembra Lars Görling: a poesia na brutalidade e na pobreza, a beleza presente na vida miserável. Os Cães de Ola Nilsson é um grande romance: contido no seu estilo curto e simples, mas com um alcance enorme.»

Hallands Nyheter

«Nilsson escreveu um tipo de livro noir de Norrland, com mosquitos e abates ilegais, borras de café e condições duras, álcool e uma impressionante taxa de acidentes. (…) A escrita de Nilsson é confiante e controlada, com frases curtas que, por vezes, dão início a uma divagação quase poética… Pode ler-se Os Cães como uma pungente descrição do alcoolismo adolescente, da falta de contacto interpessoal, e da miséria das regiões pouco povoadas. Mas pode também ser lido como uma das perspetivas do dilema universal de como nos devemos adaptar num mundo cruel.»

Kristianstadsbladet

Leia aqui as primeiras páginas: Os Cães – primeiras páginas

Ver mais sobre este livro (incluindo opiniões) aqui: Os Cães

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Livro do dia. 2 de dezembro de 2013

A Arte de Chorar em Coro, Erling Jepsen

Erling Jepsen nasceu em 1956, na Dinamarca. Iniciou-se na escrita com peças de teatro em 1977 e a sua estreia enquanto romancista deu-se em 2002 com A Arte de Chorar em Coro, romance que veio a ser adaptado ao cinema e premiado em vários festivais. A sua obra tem recebido inúmeras críticas positivas e um grande reconhecimento no seu país natal, assim como em vários outros, onde está já traduzida.

Narrada por uma criança de onze anos, A Arte de Chorar em Coro apresenta-nos, através de um olhar tão ingénuo quanto perturbador, uma vila rural da Dinamarca de finais dos anos sessenta e uma família que, embora seja completamente disfuncional, é encarada pela personagem principal com toda a normalidade.

Erling Jepsen narra, com um enorme talento para o sarcasmo e o humor negro, as tentativas de um menino em ajudar o seu pai (que padece de «nervos psíquicos») naquilo que ele melhor sabe fazer: discursos fúnebres.

«Um romance muito invulgar – triste, divertido, aterrador e impossível de largar.»

Marianne Eilenberger, in B.T.

«Raramente se serve uma peça de mordaz realismo social de um modo tão atraente e com uma sensibilidade tão genuína.»

Henriette Bach Lind, in Jyllands-Posten

«Não há absolutamente nada para rir no original thriller caseiro de Erling Jepsen. Simplesmente, não se consegue evitar.»

Lise Garsdal, in Politiken

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Livro do dia. 1 de dezembro de 2013

Memórias de um Morto, Hjalmar Bergman

Hjalmar Bergman (1883 – 1931) é considerado um dos maiores escritores suecos do século XX. Autor de inúmeras obras literárias, todas elas vistas como exemplos perfeitos de uma literatura sobretudo assente nas preocupações existenciais que, com ironia, uma vincada carga simbólica e a mestria narrativa que lhe é característica, delineiam e tornam único, e extraordinariamente moderno, o seu estilo pessoal.

Memórias de um Morto segue os esforços de Jan Arnberg, personagem principal do romance, para escapar à maldição que recaía sobre a sua família há já várias gerações.

«Posso estar presente durante horas sem que ninguém repare em mim. E, de repente, torno-me o ponto focal do olhar de todos, as pessoas falam comigo, louvam-me, fazem-me realizar truques. Perdi o meu nome, o meu nome de família. Sou apenas o Jan. Um belo nome curto para um cão.»

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Livro do dia. 30 de novembro de 2013

Búfalo, Botika

Brilhante, original e arrebatador. Búfalo é violência e ternura, é caos e ordem, perfeição, humor e amor. Escrito num ritmo alucinante e pleno de inteligentes e poderosas metáforas e de imagens que conduzem o leitor a uma experiência literária única e marcante no panorama da Literatura contemporânea.

Botika é um jovem escritor, músico e produtor cultural brasileiro. Búfalo é o seu segundo livro.

«O umbigo aparece como a cereja no bolo. A barriga estava lisa e deus chorou uma lágrima de satisfação pelo trabalho realizado com êxito. A lágrima de deus caiu ali na barriga dela e fez-se o umbigo. Deus, com mais emoção ao observar seu último feito intuitivo, chorou um temporal. Temporal esse que me acordou e acordou todo o mundo paralisado. O beco voltou a ser beco com vida e quando me dei conta estávamos, eu e a mulher, ajoelhados frente a frente tomando o temporal divino e pesado sobre nossos corpos. Com as pupilas em ótimo estado pude reparar o bico de nossos narizes se aproximando até o toque. Não havia acontecido na existência do universo um toque de ponta de nariz como aquele. Era amor à primeira e à segunda vista. Micro big bang aflorado e se expandindo. Dupla sertaneja no auge do sucesso. Duas almas se encostando pela primeira vez. O máximo do belo. Tudo o que é dois acontecendo junto. Mantivemos aquela mesma posição por horas a fio, unificados somente pelas pontas dos narizes. Permanecemos nos beijando daquela forma. Nosso primeiro beijo foi assim, pelo nariz.»

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Livro do dia. 29 de novembro de 2013

GCapa Garman&Worsearman & Worse, Alexander Kielland

Alexander Lange Kielland (1849 – 1906) é considerado um dos quatro maiores escritores noruegueses de sempre, a par de nomes como Henrik Ibsen, Bjørnstjerne Bjørnson e Jonas Lie.

Garman & Worse é o seu primeiro romance, onde se notam já todas as características que viriam a definir a sua escrita, de um tom anti-clerical, pró-feminista, crítico e impregnado de um sentido de  humor subtil, típico dos nórdicos. Nele é abordada a história de duas famílias e suas relações humanas e sociais, num registo pleno de atualidade e construído sobre um vasto leque de marcantes personagens.

Esta é a primeira tradução de Kielland para a Língua Portuguesa.

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Livro do dia. 28 de novembro de 2013

cover_um_lugar_chamado_orejas_perroUm lugar chamado Oreja de Perro,  Iván Thays

Uma grávida que fala com os anjos, uma antropóloga que quer ser hipnotizada e sonha com correspondentes de guerra, um fotógrafo cínico e intratável, um presidente cronicamente atrasado, um amnésico que traduz Shakespeare e aprende chinês. Um jornalista que não aprende a viver sem o filho e sem a mulher, que não consegue escrever uma carta, que vagueia perdido pelo mundo, por um lugar chamado Oreja de Perro.

Um lugar chamado Oreja de Perro foi finalista do prestigiado Prémio Herralde de Novela em 2008.

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Livro do dia. 27 de novembro de 2013

corticoO Cortiço, Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo nasceu a 14 de abril de 1857 e morreu em 21 de janeiro de 1913. O seu romance O Mulato é tido como um ponto de viragem na estética literária brasileira, fugindo dos cânones românticos e inaugurando o naturalismo que mais evidente se tornaria em obras como Casa de Pensão e O Cortiço. Neste romance, um clássico da literatura brasileira, através de uma linguagem que conjuga a erudição com um registo coloquial, é feito um retrato da sociedade brasileira oitocentista, de uma forma jocosa e muito controversa para as mentalidades de então.

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Livro do dia. 26 de novembro de 2013

Livro RuídoLivroRuido72dpi, Davi Araújo

O poeta Davi Araújo nasceu em São Paulo, no Brasil, em 1979. Estudou História e Jornalismo. Atuou como agente de leitura, operador de atendimento e apresentador de televisão. É redator, tradutor e revisor de textos. Manteve um blogue por cinco anos, cujos poemas editou na sua Ontologia Fonética. Participou em algumas coletâneas e revistas eletrónicas de poesia, escreveu o romance Não Fique São e os poemas em prosa de Ficções Paralelas & Visões Para Lê-las, ainda inéditos, e produz atualmente outra obra em verso. A sua estreia é este Livro Ruído.